One of my favorite places in Calgary / Um dos meus lugares favoritos em Calgary

By / Por Jennifer Parsons.

Jennifer Parsons is an Academic Development Specialist for international students at the University of Calgary. She was born in Saskatoon, SK, Canada. / Jennifer Parsons é Especialista em Desenvolvimento Acadêmico para alunos internacionais na University of Calgary. Ela nasceu em Saskatoon, SK, Canadá.

We are fortunate in the city of Calgary, in that we have a variety of urban green spaces and parks, as well as natural areas where native wildlife and plants are protected and allowed to flourish. I live fairly close to one of the largest of these areas – Nose Hill Park. It is actually the second largest natural urban park in Canada (Calgary has the largest one too – Fish Creek Park). Nose Hill, which is named for its shape, is about 11 square km. I have been walking on this grassy hill for decades now, and yet I have probably still not walked every path or seen every corner.

The views from Nose Hill are varied, but appealing from all directions. On my usual walk, I can see the mountains to the southwest, their snow covered peaks often against billowing white clouds or the reds and golds of the setting sun. The climb to the top of the Hill takes about ten minutes – an easy run for my dog and bit steeper for me – and I think my happiest view is always the moment I turn to look back the way I came and see the path through the grasses – green in the summer, and golden brown in the fall. There are huge glacial stones along the ridge at the top, and one free standing glacial erratic – Turtle Rock – its hollows and eroded spaces fingered and toed by countless children, including mine, finding their way to its flat top.

The trees – birch and poplar, willow and trembling aspen – are bright with colours in the fall, fresh in the first leafing out of spring, rich in the summer, and stark silhouettes in the Winter. They hide many creatures – deer and porcupine (as my old dog found to his cost), owls, and hawks. The little creatures – the gophers, mice, voles, and hares – have their nests and holes as well. In the long grasses and bushes, I often hear coyotes softly yipping to one another. They are a little unnerving – and have been known to attack dogs occasionally – but they have an important role in the grassland.

The spring rains fill a slough or pond in a valley of Nose Hill. The dogs swim after the ducks, fetch sticks, and roll in the gravel and mud among the willows. In early April, before the grasses grow, the hills are soft with wild crocuses. As summer comes, they will bloom in golden bean flowers, shooting star, harebells, dogwood, fireweed, and wild roses, among other vegetation. There are many kinds of wild grasses, and they ripple in the winds like waves on a gentle sea. Hawks fly overhead, grouse and quail hide in coveys and rise in small anxious flocks, then subside quickly as the danger passes. There are trails, less natural than they once were, but needed to stop the erosion of the hills. The city has put in a few benches, paved the main road – not without protest and controversy – but there is still a sense of nature and wild space – a small sanctuary in the urban landscape.


Nós somos muito sortudos na cidade de Calgary, já que temos uma variedade de espaços verdes urbanos e parques, assim como áreas naturais que preservam a vida animal e protegem as plantas, permitindo que estas possam florescer. Eu moro razoavelmente perto de uma das maiores destas áreas – Nose Hill Park. Este é, na verdade, o segundo maior parque urbano natural no Canadá (Calgary também abriga o maior deles – Fish Creek Park). O Nose Hill, nomeado pelo seu formato, tem cerca de 11 km quadrados. Eu venho andando pela grama desta colina há décadas e, provavelmente, eu não devo ter cruzado cada trilha ou visto cada canto.

As vistas do Nose Hill são variadas, mas atraentes em todas as direções. Na minha caminhada tradicional, eu vejo as montanhas à sudoeste, seus picos cobertos de neve, frequentemente acompanhados das brancas ondulações das nuvens ou do vermelho e dourado do pôr-do-sol. A caminhada até o topo da colina leva cerca de dez minutos – uma corrida fácil para o meu cão e um pouco íngreme para mim – e eu acredito que a minha vista mais alegre é sempre o momento em que olho para trás por onde vim e vejo o caminho por entre a grama – verde no verão e marrom dourado no outono. Há pedras glaciais grandes ao longo do cume próximo ao topo, e uma rocha glacial errática – Turtle Rock – marcada pelas suas cavidades e corrosões acarretadas pelo toque dos dedos de muitas crianças, inclusive as minhas, na tentativa de subir até o seu topo.

As árvores – bótula e choupo, salgueiro e álamo – tornam-se brilhantes com as cores do outono, frescas com a primeira folhagem da primavera, ricas no verão e com fortes silhuetas no inverno. Elas abrigam muitas criaturas – veados e porcos-espinhos (como meu cão já encontrou, por sua conta em risco), corujas e falcões. As pequenas criaturas – marmotas, camundongos, ratazanas e lebres – têm seus ninhos e abrigos também. Nos longos caminhos por entre os arbustos e a grama, eu frequentemente ouço coiotes chamando um ao outro. Eles estão um tanto quanto irritados – e já foram registrados casos ocasionais de ataques a cachorros – mas eles têm um papel essencial na pradaria.

As chuvas da primavera preenchem poças e lamaceiros no vale do Nose Hill. Os cachorros nadam atrás dos patos, buscam varas, e rolam no cascalho e na lama entre os salgueiros. No começo de abril, antes da grama voltar a crescer, as colinas estão cheias de açafrões. Com a chegada do verão, elas florescem em flores douradas, campanulas, estrelas cadentes, harebells, dogwood, fireweed e rosas selvagens, além do restante da vegetação. Há muitos tipos de gramas que vibram com os ventos como vibram as ondas do mar. Falcões as sobrevoam, tetrazes e codornas se escondem em bandos e saem em pequenos grupos, e se dissolvem a medida que o perigo cessa. Há trilhas, menos naturais do que foram um dia, mas necessárias para evitar a erosão da colina. A cidade já colocou alguns bancos, pavimentou o acesso principal – não sem protestos e controvérsias – mas ainda há um senso de natureza e espaço selvagem – um pequeno santuário dentro da paisagem urbana.

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